quinta-feira, 23 de junho de 2016

EMPREENDEDORISMO  
                                                                Marise Schadeck
                                                                Andreia Maria Andreola
                                                                Bruna Dessbesell
                                                                Marco Junior Liberalesso
                                                                Carla Milene De Oliveira Amam


O empreendedorismo tem sido definido como a construção de diversos espaços para a interação social, assim que, como eixo social tem como propósito principal a luta contra a exclusão de sujeitos que vivem à margem da sociedade e que não tem acesso a trabalho, estudo, saúde, condições de moradia digna e tantos outros problemas enfrentados por estes que estão esquecidos pelo primeiro setor. Além disso, o empreendedorismo social, tem preocupação com questões ambientais e que envolvam desenvolver práticas sociais em grupos cada vez maiores.
Neste sentido, surge a figura do empreendedor social, que é um agente de mudanças sociais. Como sujeito transformador busca, com muita determinação, mudar situações mediante a identificação e aplicação de alternativas a problemas socioambientais.
Nas organizações, o empreendedorismo social aparece em ações promovidas pelos pares que fazem parte desta, no desenvolvimento de projetos socioambientais, em ações que propiciem crescimento pessoal e profissional à comunidade e a outras ações em que se podem unir à viabilidade técnica e financeira para resgatar sujeitos que estão, muitas vezes aumentando as estatísticas das desigualdades sociais. A organização precisa agir como em um ambiente midiático, apresentando ideias e projetos para que as ações não sejam simbólicas.

Assim, o empreendedorismo social é um modelo que antepõe ao interesse social sobre o capital, que promovendo a inclusão de setores vulneráveis em todas as áreas, especialmente o cultural, educacional, ambiental e profissional, incentiva a participação dos núcleos na construção de uma democracia econômica inclusiva e solidária.
1 empreendedorismo: do Genérico ao específico

              O empreendedorismo, teve como marco inicial os pequenos negócios que se destacaram nos de anos de 1920, mas tomou corpo e uma definição mais apropriada na década de 70.  Nos anos 80, o tema atravessou fronteiras e passou a figurar nas ciências humanas e gerenciais, atraindo o interesse de organizações e estudiosos de várias áreas que já buscavam inovações, despertar de criatividade e outras caraterísticas que no Filion (1999)
Para Degen: “[...] o melhor recurso de que dispomos para solucionar os graves problemas socioeconômicos pelo quais o Brasil passa, é a liberação da criatividade dos empreendedores, através da livre iniciativa, para produzir bens e serviços” (2009, p.9).
Neste ínterim, segue Dodabela que define empreendedor como: ”[...] um agente de mudanças, o motor da economia, ou ainda, utilizando-se da definição de Filion considerada mais abrangente, a pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões. ” (1999, p.9).
De acordo com Madruga et al (2014, p.43):

O empreendedorismo emerge da interseção entre o que poderia ser chamado de “inspiração” e “mundano” trazendo a oportunidade de criação de algo novo que as pessoas irão querer ter ou usar e que deverá ser transformado, por meio de medidas enérgicas, em negócios viáveis e lucrativos.

O empreendedor é um indivíduo que é capaz de aceitar um projeto que é recusado pela maioria. Sabe interpretar as características reais do meio apesar de que não são aparentes a sua concorrência. É capaz de lutar ante qualquer inconveniente que se atravessa a sua estratégia e não teme ao fracasso. Além disso, é capaz de criar um grupo com motivação que lhe dá a estrutura requerida.