EMPREENDEDORISMO
Marise Schadeck
Andreia Maria Andreola
Bruna Dessbesell
Marco Junior Liberalesso
Carla Milene De Oliveira Amam
O
empreendedorismo tem sido definido como a construção de diversos espaços para a
interação social, assim que, como eixo social tem como propósito
principal a luta contra a exclusão de sujeitos que vivem à margem da sociedade e
que não tem acesso a trabalho, estudo, saúde, condições de moradia digna e
tantos outros problemas enfrentados por estes que estão esquecidos pelo
primeiro setor. Além disso, o empreendedorismo social, tem preocupação com
questões ambientais e que envolvam desenvolver práticas sociais em grupos cada
vez maiores.
Neste sentido, surge a figura do
empreendedor social, que é um agente de mudanças sociais. Como sujeito
transformador busca, com muita determinação, mudar situações mediante a
identificação e aplicação de alternativas a problemas socioambientais.
Nas organizações, o empreendedorismo
social aparece em ações promovidas pelos pares que fazem parte desta, no desenvolvimento
de projetos socioambientais, em ações que propiciem crescimento pessoal e
profissional à comunidade e a outras ações em que se podem unir à viabilidade
técnica e financeira para resgatar sujeitos que estão, muitas vezes aumentando
as estatísticas das desigualdades sociais. A organização precisa agir como em
um ambiente midiático, apresentando ideias e projetos para que as ações não sejam
simbólicas.
Assim, o empreendedorismo social é um
modelo que antepõe ao interesse social sobre o capital, que promovendo a
inclusão de setores vulneráveis em todas as áreas, especialmente o cultural, educacional,
ambiental e profissional, incentiva a participação dos núcleos na construção de
uma democracia econômica inclusiva e solidária.
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empreendedorismo: do Genérico ao
específico
O empreendedorismo, teve como marco inicial os pequenos
negócios que se destacaram nos de anos de 1920, mas tomou corpo e uma definição
mais apropriada na década de 70. Nos
anos 80, o tema atravessou fronteiras e passou a figurar nas ciências humanas e
gerenciais, atraindo o interesse de organizações e estudiosos de várias áreas
que já buscavam inovações, despertar de criatividade e outras caraterísticas
que no Filion (1999)
Para Degen: “[...] o melhor recurso de que
dispomos para solucionar os graves problemas socioeconômicos pelo quais o
Brasil passa, é a liberação da criatividade dos empreendedores, através da
livre iniciativa, para produzir bens e serviços” (2009, p.9).
Neste ínterim, segue Dodabela que define
empreendedor como: ”[...] um agente de mudanças, o motor da economia, ou ainda,
utilizando-se da definição de Filion considerada mais abrangente, a pessoa que
imagina, desenvolve e realiza visões. ” (1999, p.9).
De
acordo com Madruga et al (2014, p.43):
O
empreendedorismo emerge da interseção entre o que poderia ser chamado de
“inspiração” e “mundano” trazendo a oportunidade de criação de algo novo que as
pessoas irão querer ter ou usar e que deverá ser transformado, por meio de medidas
enérgicas, em negócios viáveis e lucrativos.
O empreendedor é um indivíduo que é capaz de
aceitar um projeto que é recusado pela maioria. Sabe interpretar as
características reais do meio apesar de que não são aparentes a sua
concorrência. É capaz de lutar ante qualquer inconveniente que se atravessa a
sua estratégia e não teme ao fracasso. Além disso, é capaz de criar um grupo
com motivação que lhe dá a estrutura requerida.