quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Business Intelligence
  ANDRIELI ASSUNÇÃO
 CÁSSIA RIBAS
  Marise Schadeck

1.      CONCEITO

É um conjunto de técnicas e ferramentas que permite a organização e análise das informações com o poder de transformar as informações coletadas pelos diversos sistemas de informação em conhecimento estratégico para suporte a tomada de decisões.
BI é definido como um termo genérico que inclui aplicações, infraestrutura, ferramentas e melhores práticas que permite o acesso e análise de informações para melhorar e aperfeiçoar decisões e desempenho, sendo seu alvo principal o de transformar dados em informações decisivas.
Para que se concretize esta intenção, BI se utiliza também de processos como, pessoas, culturas, gestão da informação, negócios e muitos outros aspectos de extrema importância para a realização deste propósito na busca da melhor estratégia para o negócio.

2.      FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES DO B.I.

Suas principais funções são a coleta de dados através de um sistema SIGE (Sistema Integrado de Gestão Empresarial), para transformá-los em informação, e fornecem histórico atual e previsíveis visões das operações de negócio, relatórios, processos de análise online, análises, mineração de dados, processamento de eventos complexos, gerenciamento de desempenho dos negócios, benchmarking, mineração de texto, análises previsíveis e análises prescritivas.
É responsável pelo controle de informações que oferecem suporte a gestão de negócios. Utiliza técnicas e ferramentas que facilitam o manuseio das informações e auxiliam para que dados brutos se transformem em dados úteis para a empresa. É capaz de suportar uma grande quantidade de dados e de desenvolver e ate mesmo criar uma nova estratégia de negócios, e tem também a responsabilidade de indicar possíveis alterações no comportamento socioeconômico da empresa ou de usa clientela.

3.      OBJETIVO

O BI é formado por cinco componentes, que são: informação, análise, personalização, entrega por múltiplos canais e transação, sendo seu objetivo permitir uma fácil interpretação do grande volume de dados para identificar novas oportunidades e implementar uma estratégia efetiva baseada nas informações armazenadas para promover negócios com vantagem competitiva no mercado e estabilidade a longo prazo.
Visa também maior precisão nas informações, que devem chegar de maneira rápida e segura e com uma visão em tempo real das situações e desempenho da organização nos mais diversos setores onde o BI está implantado, para assegurar que uma decisão não seja tomada de maneira a prejudicar o andamento das operações.

4.      CRM E BI
CRM, é um conjunto de processos e tecnologias que geram relacionamentos com clientes efetivos e potenciais e com parceiros de negócios através do marketing, das vendas e dos serviços, independentemente do canal de comunicação.
A acelerada era da informação exige atualização constante das organizações e também enfrenta um outro desafio que se dá ao fatos de os consumidores estarem cada vez mais exigentes. Hoje, não basta estar no mercado com uma oferta, é preciso conhecer profundamente o cliente para poder entender e se antecipar aos seus desejos, necessidades e expectativas. Assim, o CRM – Customer Relationship Management é uma ferramenta que pode fazer toda diferença no planejamento de ações de vendas e de comunicação das empresas. E as plataformas de BI podem potencializar o valor do CRM nas organizações facilitando as tomadas de decisões inteligentes e, quando aplicadas em ambientes integrados, podem ser um reforço importante para o CRM, que oferece uma visão mais focada no cliente.
Com o BI, é possível acrescentar informações interdepartamentais às análises de CRM, permitindo uma avaliação mais aprofundada dos clientes de forma alinhada às exigências do negócio e incrementando a gestão do relacionamento com o cliente.
Enquanto o BI apresenta as oportunidades, o CRM maximiza os resultados por meio de ações específicas que devem receber atenção e evoluir juntos dentro da empresa.

5.      QUANDO ADOTAR UM SISTEMA DE BI.

A matéria prima para fazer com que as informações se transformem em conhecimento para as tomadas de decisões são os dados coletados, e estes até um determinado momento podem ser analisados sem a ajuda de um sistema específico, mas quando este montante de informações se torna volumoso demais e os controles simples utilizados já não oferecem as respostas necessárias para uma rápida tomada de decisão, implicando em atrasos e ou erros nas estratégias, mostra que está na hora de implantar um sistema de BI.
O desenvolvimento e crescimento de uma organização implicam em informações mais complexas e em maior quantidade, o que passa a não ser suportado por um simples controle de informações, dificultando o processo de análise de dados e ocultando peças importantes nas quais pode basear suas decisões e ações, colocando em risco o planejamento da mesma, evidenciando a necessidade de implantação de um sistema de BI.

6.      A IMPORTÂNCIA DO BI NAS EMPRESAS

Sabe-se que a grande maioria das empresas ainda não tem uma infraestrutura ideal para a implantação de projetos de BI, uma vez que muitas informações estão arquivadas de forma precária, em planilhas ou arquivos de textos. Os processos de planejamento estratégicos são incompletos, irregulares, informais e pouco sofisticados. É comum a falta de procedimentos para facilitar a gestão do negócio e processos que tornem viável o uso de sistemas de informação como apoio às rotinas de trabalho.
Diante do atual cenário de mercado, que se mostra cada vez mais competitivo e dinâmico, faz-se necessário iniciar um processo de mudança na maneira de armazenar informações, procurando utilizar sistemas de informação e bancos de dados estruturados, onde é possível obter respostas rápidas e mais confiáveis de uma determinada pesquisa, além de obter histórico de tudo que acontece na organização de maneira rápida e precisa.
Para isso, será necessário o uso de sistema de informação eficiente que atenda perfeitamente muitos processos internos empresa, como fluxo de caixa, contas a receber e a pagar e de gerenciamento de estoques que deverá ser conduzido por profissional qualificado capaz de projetar dados para atender as demandas e auxiliar nos processos de trabalho da empresa.
Sendo assim, a importância do uso do BI nos processos fica visível quando os administradores adotam uma postura de trabalho mais voltada à gestão da informação e entendem que é necessário se ter informações vindas de fontes confiáveis para criar estratégias eficazes para melhor atender seus clientes e também na preocupação em elevar o patamar da empresa para um âmbito cada vez mais lucrativo.
7.      FATORES NECESSÁRIOS PARA SE TER SUCESSO COM BI

São vários os fatores considerados importantes para que o BI tenha sucesso na organização, fazendo com que as empresas aumentem seus lucros, diminuam os custos operacionais e melhorem as tomadas de decisões. Estes aspectos podem ser decisivos na o êxito nas tomadas de decisões.
·         Apoio da alta gestão – é a principal forma para conseguir a mobilização da organização para se alcançar os objetivos do BI, é preciso envolvimento para superar as barreiras que irão surgir.
·         Identificação dos stakeholders – é importante conhecer os interessados do BI com antecedência para estabelecer com clareza as necessidades que o sistema deverá abordar.
·         Levantamento de todos os indicadores – deve-se conhecer todo o escopo de indicadores necessários ao projeto, pois caso precise fazer alterações no decorrer do mesmo, os custos poderão torná-lo inviável.
·         Escolha de ferramenta – há uma ferramenta adequada para cada tipo de segmento, e deve ser instituído a que melhor atender as necessidades, pois cada empresa tem suas características e precisa ser analisado o porte da empresa e o tamanho do projeto e também seus usuários. Todas as ferramentas têm um custo beneficio associado aos diferentes ramos do mercado.
·         Mapeamento correto da fonte de dados - é muito importante ter os feedbacks dos usuários, e ao mesmo tempo eles perceberem o valor do BI e a importância da aplicação em suas organizações do início ao fim do projeto para que se faça as devidas correções ao longo de sua implantação.

8.      VANTAGENS DE UTILIZAR BI
Os benefícios de se utilizar BI existem para ambos os lados, tanto para o profissional que atuará na área, quanto para a empresa que usufruirá dos serviços prestados. A empresa normalmente visa lucros, o que significa ter processos bem definidos, funcionários capacitados e ambiente interno e externo favorável. Já o profissional visa uma boa remuneração e a satisfação pessoal em um trabalho realmente prazeroso.
Os maiores obstáculos encontrados em uma organização para a implantação de um sistema de BI se deve ao fato de que as organizações ainda não possuem uma visão estratégica estabelecida e voltada para esta tecnologia e também a questão cultural, pois muitas ainda são conservadoras e preferem meios mais simples e grosseiros para extrair as informações de que precisam nesta área.
Algumas organizações se opõem a implantar o sistema devido a altos custos que analisam ter com a inovação, mas deixam de desfrutar dos inúmeros benefícios, mudanças e o alto retorno que este investimento irá proporcionar no curto ou longo prazo, pois a táticas irão se aprimorando e a tendência é ser cada vez mais bem aproveitadas. Sem contar que existem no mercado ferramentas gratuitas para implantação do Business Intelligence com grande valia para o usuário e também para iniciar o processo e aprender a utilizar a ferramenta.
Alguns benefícios para a organização:
·         Tomada de decisão de forma mais pautada;
·         Redução de riscos;
·         Utilização de fatos ao invés de subjetividade,
·         Agilidade nas respostas;
·         Previsões através de tendências;
·         Redução de custos;
·         Aumento dos lucros;
Benefícios para o profissional:
·         Valorização da área;
·         Escassez de mão-de-obra no mercado;
·         Alta remuneração;

9.      A CARREIRA DO PROFISSIONAL DE BI

O profissional de BI possui formação mista, ou seja, não basta ter entendimento apenas tecnológico ou de sistemas, necessita além destas características conhecimento em negócios, como entendimento da área contábil e finanças, pois provavelmente irá se deparar com assuntos destas áreas.
Faz-se necessário o conhecimento dos processos e gestão, pois ajuda no entendimento da solução, importante tanto no desenvolvimento quanto na utilização, facilitando a mediação de conflitos e impasses durante a implantação na organização, como também no desenvolvimento e interpretação das análises.
Dentre os conhecimentos necessários ao profissional de BI é importante também, conciliar teoria e prática, pois a aprendizagem se dá na união desses dois pilares. Conhecer as ferramentas, tecnologias e métodos disponíveis, pois é preciso estar em sintonia com o mercado para desenvolver inovações além de ser um diferencial competitivo. Ter boa base em matemática, raciocínio lógico e estatística para facilitar a análise das informações, resolver problemas e ter bom conhecimento nas tecnologias de banco de dados e modelagem de dados.
A aversão de alguns profissionais da área de TI a negócios torna o Business Intelligence não cobiçado por muitos profissionais, devido a esta necessidade de um conhecimento mais amplo em outras áreas atém da Ti.
Vale salientar que esta seria a formação desejável ao profissional que deseje atuar na área de BI, mas não é considerada obrigatória, pois como em qualquer outra carreira, existem várias etapas a serem alcançadas até chegar ao nível máximo para o profissional. 
Temos como exemplo de uso de BI por profissionais inteligentes, a editora lote 42 que pensando em incrementar suas vendas para a copa do mundo criou uma promoção em que cada gol que a seleção brasileira sofresse daria 10% de desconto nos seus livros nas 24h seguintes. Foi uma promoção muito inteligente, pois para eles a seleção dificilmente levaria gols porem acabou levando 7 gols, prejuízo? Não, pois o valor arrecadado na venda dos livros não pagaria custos com impressão, direitos autorais, logística etc. Porém a empresa foi muito divulgada saindo em sites, chegando até o consumidor. Só em publicidade a empresa tirou muito mais lucro, pois antes do jogo do Brasil ela tinha 5 mil curtidas e depois da promoção mais de 32 mil curtidas em apenas um dia. Seria gasto muito mais apenas em publicidade do que foi gasto com a promoção. Isto é BI.
Sendo assim, ressalta-se ainda que amor e paixão naquilo que faz, é extremamente importante para quem quer seguir uma carreira. O constante aprendizado os tornará melhores a cada dia reforçando o conhecimento adquirido ao longo do caminho.

CONCLUSÃO:
 Conclui-se que BI torna-se cada vez mais uma ferramenta obrigatória para as empresas por sua precisão e rapidez na visualização das informações nos mais variados níveis de detalhamentos, se fazendo necessário junto a organização para garantir maior controle de suas operações de negócios, resultando em tomadas de decisões mais rápidas e seguras, facilitando a relação socioeconômica da empresa e de seus clientes. Mostra também as dificuldades que as empresas encontram para sua implantação, mas que os fatores importantes acabam sendo maiores que as dificuldades, muitas vezes até mesmo as empresas mais conservadoras se rendem a optar pelo programa pelos inúmeros benefícios que ele proporciona ao profissional e a empresa.


BIBLIOGRAFIA

http://www.binapratica.com.br/#!carreira-bi/cf4g
http://www.binapratica.com.br/#!premissas-bi/c197w
http://www.binapratica.com.br/#!por-que-bi/c1nty
http://imasters.com.br/artigo/4334/gerencia-de-ti/a-importancia-do-business-intelligence-no-planejamento-estrategico-de-pequenas-e-medias-empresas/
http://www.esedh.pr.gov.br/arquivos/File/artigo_bi.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_empresarial
http://fp2.com.br/blog/index.php/tag/case/
























FLUXO DE CAIXA PARA UM GERENCIAMENTO EFICAZ NAS FINANÇAS DE UMA EMPRESA
                                                        
                                                                     Lenise Schmorantz 
                                                                             Mauani Medeiros

É perceptível que as empresas de pequeno e médio porte são, em sua maioria, empresas familiares, e com isso, acabam por não utilizar o fluxo de caixa como controle para o setor financeiro de uma forma realmente eficiente. No presente cenário mercadológico, que se reflete altamente competitivo, as informações geradas pela área financeira em conjunto com os demais departamentos são de vital importância para a sobrevivência do empreendimento no mercado. Desta maneira, destacamos que o fluxo de caixa deve ser utilizado de forma mais eficaz, a qual permita ao empresário um controle e avaliação da situação financeira da sua empresa, diante deste podendo se tornar mais competitiva no cenário local.
 A administração nos traz diversas ferramentas que são importantes como base nas tomadas de decisões e na gestão financeira da organização. Assim, tendo como premissa possibilitar uma melhor compreensão sobre a situação financeira da empresa.
O controle financeiro, além de auxiliar nas contas da empresa atua na tomada de decisões, com projeções e analises de orçamentos para futuros investimentos. A coleta de dados utilizada na forma documental abrange o fluxo de caixa da empresa, na qual pode ser descriminadas como despesas e receitas: fixas, variáveis e terceirizados, com os respectivos valores mensalmente. Buscando sempre um fechamento positivo para a sustentação do negócio.
Para obter um melhor aproveitamento destes dados que qualquer empresa possui, se sugere a elaboração de um fluxo de caixa eficaz, na qual a empresa poderá realizar analises futura através de um gerenciamento de caixa. Através de um gerenciamento eficaz no fluxo de caixa, a empresa terá mais segurança nas negociações e os riscos poderão ser minimizados.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

ÉTICA NAS RELAÇÕES GERAIS E DE TRABALHO
Cássia Ribas[1]
Andrieli Assunção[2]
RESUMO
Este artigo trata da ética e suas relações gerais. O estudo busca refletir e analisar a importância da ética no meio social e de trabalho. E também, inserir o significado e a origem do termo ética. Como referencial busca refletir sobre o papel do ser humano em sociedade. Para exercer seus direitos e deveres de acordo com as leis, diferenciando o certo e o errado, o bem e o mal. Já que tendo uma conduta moral sólida, constata-se que a ética é o instrumento para a tomada da decisão certa na hora certa. Sendo assim, a ética é visualizada como condição essencial para a boa convivência em sociedade. Logo, falar de ética é falar da realização do homem, da felicidade de cada um enquanto ser humano, participante da sociedade e sujeito profissional.
Palavras- Chave: Ética. Conduta Moral.Relações gerais.                                                                  
ABSTRACT      
This article dealt with ethics and overall relationship. The study aims to reflect and analyze the importance of ethics in the social and labor. Also, inserting the meaning and origin of the term ethics. As reference seeks to reflect on the role of human beings in society.To exercise their rights and duties in accordance with the laws, distinguishing right and wrong, good and evil. Since having a solid moral conduct, it appears that ethics is the instrument for making the right decision at the right time. Thus, ethics is viewed as an essential condition for the good life in society. Soon, talk of ethics is talking about the creation of man, the happiness of each one as a human being, participant in society and professional subject.
KeyWords: Ethics. Moral Conduct.General relations.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Na sociedade atual vive-se uma redescoberta da ética. Devido às exigências de valores morais em todas as áreas sociais, econômicas e políticas. Diante disso, procurar-se-á identificar e refletir sobre as bases morais do meio social de hoje. E procurar entender alguns conceitos básicos tais como valores, ética e moral. A pesquisa está estruturada em três capítulos: no primeiro pretende-se abordar conceito e características acerca da ética; no segundo capítulo aborda-se o papel da ética na tomada de decisões. No terceiro capítulo discute-se a prática moral em sociedade.
1 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS DA ÉTICA
Na era do politicamente correto, da sustentabilidade e da responsabilidade social, muitos esquecem que um dos princípios básicos para que se concretizem esses sistemas, é a prática moral. O que as pessoas não sabem é que ela não nasce de um dia para o outro, ou por uma boa ação ou outra. O moralismo é construído e aprendido aos poucos e vem da infância, ele está diretamente ligado à formação do caráter de cada indivíduo.
              Ser moral ou não, não depende exclusivamente de cada um, já que o ambiente em que se vive influencia na vida e no aprendizado da pessoa em questão. Para ter uma boa formação ética, é necessário mais que bons exemplos, é preciso de ação, de demonstrações no dia-a-dia. Pra que dessa maneira fique clara a diferença entre um ato ético de um não ético. Também vale lembrar que ser moral não significa ser carreta, certinho, mas sim ter as atitudes certas nas horas certas.
              Para relembrar o conceito de ética Cláudia Batesttin fala segundo o professor de Ética Empresarial na Universidade Jaime I de Castellón, situada na Espanha, Domingos Garcia Marzá.

Vale a pena lembrar que a palavra ética tem origem no grego ethos e significa: atitude, caráter; o caráter é a forma como utilizamos nosso espaço de liberdade. A responsabilidade vem do responder, e a ética trabalha um saber moral que nos permite responder diante dos demais, como pessoa, empresas ou Estado. Quando falamos em ética ou em moral parece que as estamos relacionando a um certo sentimento de culpa, um castigo, um peso... como se a Ética fosse algo negativo; essa é uma imagem muito equivocada. (...). Ética é um ativo, ou seja, é um recurso moral que nos permite, nos possibilita fazer as coisas da melhor maneira possível, a Ética é uma potencialização, uma capacidade (2013, p. 09-10).

A ética já era falada e conhecida mesmo antes de se tornar uma ciência. Sócrates (469-399 a.C.) já dizia que ser ético era agir bem, e que através disso se conheceria a verdade e sua finalidade era a felicidade e a liberdade do homem.
Segundo Nalini (2006), ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. Seu objeto de estudo é a moral – um dos aspectos do comportamento humano – ela deriva da palavra mores, com sentido de costumes, ou seja, é um conjunto de normas e costumes adquiridos pela prática. Também pode ser vista como o nosso caráter.
Osmar Ponchirolli segue essa mesma linha de raciocínio para conceituar ética e destaca que surgem questionamentos sobre a validade de determinados valores ou costumes e estes valores são vividos de uma forma prática. Aqui aparece o conceito de ética, que vem do termo grego ethos, modo de ser, caráter, o que assevera que a ética é definida como o conjunto das práticas morais de uma determinada sociedade (2012).
Conceito de ética e moral segundo Elizete Passos:
Etimologicamente, as duas palavras possuem origens distintas e significados idênticos. Moral vem do latim mores, que quer dizer costumes, conduta, modo de agir; enquanto ética vem do grego ethos e, do mesmo modo, quer dizer costume, modo de agir. Essa identidade existente entre elas marca a tendências de serem tratadas como a mesma coisa. Contudo, alguns autores, entre eles A. S. Vásques admitem que, apesar do estreito vínculo que as une, elas são diferentes. Constituem-se em realidades afins, porém diversas (2012, p. 22).
Baseiam-se em:
Para eles, a moral, enquanto norma de conduta refere-se às situações particulares e quotidianas, não chegando à superação desse nível. A ética, destituída do papelnormatizador, ao menos no que diz respeito aos atos isolados, torna-se examinadora da moral.  Exame que consiste em reflexão, em investigação, em teorização. Poder-se-ia dizer que a moral normatiza e direciona a prática das pessoas, e a ética teoriza sobre as condutas, estudando as concepções que dão suporte á moral. São, pois, dois caminhos diferentes que resultam em status também diferentes; o primeiro, de objeto, e o segundo, de ciência. Donde deduzimos que a Ética é a ciência da moral. Como afirma Sanchez Vasquez (1975, p. 12): “a Ética é a ciência que estuda o comportamento moral dos homens na Sociedade” (2012, p. 22-23).
O objeto mais específico da ética é a moralidade positiva, pois não existe ética negativa. A ética não cria normas, quem as cria são os homens em sociedade, ela descobre-as e elucida-as. ­ Ética exprime um dever que se dirige somente a seres capazes de entendê-la, para que possam fazer a escolha de cumpri-la ou viola-la. Quanto a sua origem vem do Grego ethos, significa morada, modo de ser ou caráter. Em latim mos – costumes. Nesse sentido, ética seria uma teoria dos costumes (NALINI, 2006).
No entendimento de Nalini (2006) a sociedade atual está muito carente de ética, pois cada vez mais se torna egoísta, materialista e consumista. É papel da ética desperta-la para uma responsabilidade individual, cidadã e social. Pois ela está presente em tudo, como nas empresas, escolas, mídia e deve ser respeitada para que se possa viver bem em sociedade.
Com essa alta demanda de responsabilidade social, um tema importante para ser analisado em conjunto com a ética é a questão da política. Já que esta é disseminada em qualquer ambiente com extrema facilidade.
A política tem como finalidade a vida justa e feliz, isto é, a vida propriamente humana, digna de seres livres, então é inseparável da ética. Para os gregos, era inconcebível a ética fora da comunidade política. Como esclarece Chaui:
Platão identificara a justiça no indivíduo e a justiça na pólis. Aristóteles subordina o bem do indivíduo ao Bem Supremo da pólis. Esse vínculo interno entre ética e política significava que as qualidades das leis e do poder dependiam das qualidades morais dos cidadãos e vice-versa, isto é, das qualidades da cidade dependiam as virtudes dos cidadãos. Somente na cidade boa e justa os homens podem ser bons e justos; e somente homens bons e justos são capazes de instituir uma cidade boa e justa (2005, p. 360).
2 ÉTICA COMO INSTRUMENTO NA TOMADA DE DECISÕES
              Na sociedade atual, a falta de ética é cada vez mais visível no governo, nas empresas, nas instituições, nas organizações, sejam elas públicas ou privadas. Essa situação provoca o surgimento de conflitos relacionados aos consumidores, empregados, fornecedores, governo. Isso tudo se traduz no descaso às leis trabalhistas e fiscais, aos direitos dos consumidores, entre outros.
            Elizete Passos observa que as organizações vêm pagando altos preços pelo descaso com as questões éticas, o que tem feito com que muitas delas já não duvidem que a ética precise ser levada em conta no mesmo patamar com que são consideradas as questões técnicas, por exemplo.
Diante disso, não basta que as organizações saibam tomar decisões certas. Mais do que isso, elas precisam tomar decisões certas nos momentos certos. O perfil da empresa que segue corretamente as orientações técnicas não mais satisfaz. Nesse momento é que a ética se impõe como um “instrumento” essencial no mundo da organização, enquanto orientadora das decisões a serem tomadas, principalmente pelo gerente (2012, p. 96).
Os seres humanos a todo o momento estão sendo chamados a tomar decisões na vida social e profissional. No entanto sempre que podem, jogam a responsabilidade a terceiros, ou para quem estiver mais próximo. O que não percebem é que as empresas hoje exigem de um profissional muito mais força física e habilidade manual. Esperam que eles saibam pensar, que sejam criativos e responsáveis. Como esclarece Passos:
Com os indivíduos que ocupam posição de tomada de decisão, tais concessões são vetadas. Deles exigem-se muito mais do que competência técnica. Precisam ser inteligentes, tecnicamente preparados e criativos; isso porque não basta que eles saibam fazer as coisas certas, e sim fazer certo as coisas (2012, p. 97).
O princípio definidor de qualquer decisão, seja ela na sociedade ou em uma organização, é o respeito à pessoa. Em qualquer situação, o ser humano deve ser tomado como fim e nunca como meio, já que na ética os fins não justificam os meios. Precisa ser respeitado como sujeito, com sonhos, desejos, alegrias, o critério básico para a tomada de decisão é o respeito à dignidade humana (PASSOS, 2012).
A partir desse princípio, os elementos de ordem prática apresentam-se como condições para a tomada de decisão. Dentre eles, destacam-se: refletir sobre o problema ao invés de partir para a ação, reunir todos os elementos considerados relevantes sobre o problema em questão e fazer um inventário dos pontos de vista sobre o assunto, inclusive os opostos (PASSOS, 2012, p. 99).
Segundo a autora citada acima, a observação, reflexão e o julgamento devem ser observados na hora de uma tomada de decisão. É necessário entender que o problema faz parte de uma realidade maior e mais complexa. E que precisa ser analisada de forma articulada e não isolada. Pois tomar decisão é também julgar, interpretar e comparar. Ainda acrescenta que
Uma decisão pode ser mais adequada, no sentido de responder aos objetivos propostos, quando for precedida de uma reflexão que leve em conta suas consequências. Eticamente falando, a escolha deve recair sobre a que cause maior bem aos envolvidos. Enfim, a tomada de decisão não pode considerar apenas a base moral, ela precisa alicerçar-se em fatos sob pena de termos o julgamento de valor correto e a decisão equivocada. Porém, a reflexão ética abre novas possibilidades de compreensão do fato e de suas consequências para a vida humana (2012, p. 100).

3 A PRÁTICA MORAL EM SOCIEDADE
As organizações precisam preocupar-se com a vida em geral e a vida futura de seus empregados, familiares, clientes, vizinhança. Esse deve ser um compromisso da instituição, já que as exigências da vida moderna fazem com que as pessoas passem maior parte do seu tempo trabalhando.
Ashley (2005, p.04) diz “[...] que hoje em dia as organizações precisam estar atentas não apenas as suas responsabilidades econômicas e legais, mas também a suas responsabilidades éticas, morais e sociais”. As responsabilidades éticas envolvem inúmeras normas e padrões para atender àquilo que os diversos públicos, os quais a empresa se relaciona, consideram justos e de acordo com seus direitos morais.
A autora, à cima citada, segue salientando que essas responsabilidades abrangem atividades, práticas, políticas e comportamentos esperados ou proibidos por membros da sociedade, apesar de não codificados em lei. Segundo ela, a ética afeta desde os lucros da organização, até a sobrevivência da economia global.
Ashley apresenta as responsabilidades éticas de forma detalhada.
Essas responsabilidades éticas correspondem a valores morais específicos. Valores morais dizem respeito a crenças pessoais sobre o comportamento eticamente correto ou incorreto, tanto por parte do próprio indivíduo, quanto com relação aos outros. É dessa maneira que valores morais e ética se complementam. A moral pode ser vista como um conjunto de valores e de regras de comportamento que as coletividades, sejam elas nações, grupos sociais ou organizações, adotam por julgarem correios e desejáveis7. Ela abrange as representações imaginárias que dizem aso agentes sociais o que se espera deles, que comportamentos são bem-vindos, qual é a melhor maneira de agir coletivamente, o que é o bem e o que é o mal, o permitido e o proibido, o certo e o errado, a virtude e o vício8. A ética é mais sistematizada e corresponde a uma teoria de ação rigidamente estabelecida. A moral, em contrapartida, é concebida menos rigidamente, podendo variar de acordo com o país, o grupo social, a organização, ou mesmo o indivíduo em questão (2013, p. 4-5).
Para Passos (2012) o lucro e o poder tornaram-se metas centrais, onde a luta é pelo ter, adquirir. Processando-se uma inversão do modo de “ser” de vida para o modo de “ter”, ou seja, o homem vale pelo que tem e não pelo que é. Ainda nessa reflexão
A sociedade atual acha-se orientada por um verdadeiro culto ao prazer e ao poder. No primeiro aspecto, desenvolveu um hedonismo que, longe de levar ao bem-estar das pessoas, fomentou seu isolamento, sua depressão e a falta de perspectiva para o futuro. No segundo aspecto, o poder econômico ganhou o mais alto alcance, fazendo o ser humano voltar-se totalmente para a procura dos meios que possibilitem o crescimento de seu poder econômico. Assim, a sociedade capitalista em que vivemos gerou relações materiais e sociais que dividem a população em classes antagônicas: uma que desfruta dos benefícios do poder e outra que sofre as consequências do poder. Todos desejam o bem-estar material, mas apenas alguns o conseguem e desfrutam dele (2012, p.26).
Passos assevera ainda que:
[...] a concepção moral também orienta na exploração do ser humano pelo ser humano, onde o egoísmo, a hipocrisia, o lucro e o individualismo são incentivados e até cultuados. A lei é do “salve-se quem puder”; cada indivíduo confia em si mesmo e empreende todos os esforços em prol da realização de seus interesses. Em função disso, tudo se tornou lícito, inclusive o desconhecimento da existência do outro. O coletivo foi esquecido; aliás, para manutenção dessas relações, o coletivo não pode ser um objetivo (2012, p.26).
Esse desejo coletivo de “vícios” individuais, tais como: sexo, vestimenta, descanso, prende-se no moralismo privado, deixando de lado a moral pública. O fato é que a sociedade faz com que os indivíduos tenham um comportamento que satisfaz a seus interesses na medida em que direciona todos ao seu principal objetivo que é o capital.
A moral que vigora em nossa sociedade baseia-se na exploração do ser humano e no aviltamento da pessoa. Não se preocupa em saber o que é bom para ele, e sim o que é benéfico ao processo produtivo, ao capital em que o egoísmo e o culto do eu tornaram-se qualidades e sinônimos de progresso e de maturidade (PASSOS, 2012, p.27).
Nota-se que a demanda de ética na sociedade atual é muito intensa. Sendo a universalidade característica básica de ética, deve-se considerar cada vez mais sua importância, pois os problemas pela falta de ética que afetam a sociedade, cada vez mais se tornam globais. Para a sociedade mudar essa visão negativa, como algo inútil ou superficial da ética, deve mostrar que as Éticas são fundamentais em todas as esferas da sociedade, é preciso aplicá-la em todas as profissões, instituições, escolas, hospitais. Pois com uma boa formação o retorno de melhores condições éticas à sociedade seria imediato. (MARZÁ apud BATTESTIN, 2013).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através da análise realizada sobre ética e sua relação com a sociedade atual, reflete-se sobre a importância de ser, ou não ser, ético para viver dignamente. Para obter um bom trabalho ou mesmo para fazer uma empresa crescer em termos financeiros.
A ética rege o comportamento humano na sociedade. Ela constitui a moral, o caráter de cada indivíduo. Onde algumas pessoas têm-na como regra, e outras a veem apenas como uma simples palavra. A falta de ética é o fator determinante para a injustiça e a desigualdade na era capitalista.
A partir dessas proposições e com tudo que isso implica, é possível pensar que ser ético está diretamente ligado aos princípios morais da sociedade, o indivíduo cresce aprendendo esse princípio, assim vai formando o seu caráter. Mesmo muitas pessoas desacreditando da ética, essa ainda existe e pode fazer a diferença na sociedade.
Falar em ética no meio social ou numa organização não é tarefa fácil, já que inclui falar sobre o bem e o mal, de conselhos de ética, de códigos, entre outros. Porém, isso não pode ocultar ou dissimular sua verdadeira base, que se refere a respeitar o ser humano em todas as situações. Assim, para que os indivíduos sejam capazes de agir eticamente e possam fazer reflexões sobre seus atos, para melhor tomarem suas decisões.
No meio administrativo ou em qualquer ramo de atuação profissional, a ética deve ser considerada um dos princípios básicos da profissão, pois hoje o mercado de trabalho demanda em altas proporções, conduta moral e ética. Já que essa é um valor de suma importância para qualquer ser humano, mesmo que muitas não consigam assimilar e agir segundo esses princípios.
Finalizando, este trabalho não teve como pretensão apresentar saídas ou ensinar como agir de forma ética, e sim, fazer pensar que uma pessoa comum ou profissional, deve ter um comportamento ético inquestionável. Uma vez que a honestidade é a primeira impressão que se tem de uma conduta ética e é através dessa virtude que se avalia o caráter de cada pessoa.

REFERÊNCIAS
ASHLEY, Patrícia Almeida (coord.). Ética e Responsabilidade Social nos negócios. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2005.
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NALINI, José Renato. Ética Geral e Profissional. São Paulo: Revista dos tribunais, 2006.
PASSOS, Elizete. Ética nas organizações. 1. ed. 8. reimpr. São Paulo: Atlas, 2012.
PONCHIROLLI, Osmar. Ética e responsabilidade social empresarial. 1.ed. 5 reimpr. Curitiba: Juruá, 2012.



[1] Graduandas do 2º período do curso de Administração do Instituto de Ensino Superior de Santo Ângelo – IESA.
[2] Orientadora da disciplina de Metodologia e Pesquisa Científica.